nov 13

O fechamento de uma companhia de serviço de hospedagem de sites na internet que teria gangues de spam como clientes levou a uma redução drástica no envio deste tipo de e-mail, segundo uma empresa de segurança online.

Duas empresas americanas provedoras de internet bloquearam a companhia McColo depois de uma investigação do jornal Washington Post.

O jornal vinha levantando informações a respeito da McColo nos últimos quatro meses e passou estes dados para as companhias Global Crossing e Hurricane Electric. Na terça-feira, as duas companhias decidiram desligar a McColo de seus serviços.

Desde então, os níveis de spam caíram 70%, segundo a companhia de segurança online Ironport.

A McColo estaria hospedando gangues de botnets – redes formadas por diversos computadores com um programa chamado bot (ou “zumbi”), projetado para procurar informações pela internet como detalhes de contas bancárias e cartões de crédito, com pouca intervenção humana, e para enviar spam.

Segundo a empresa britânica MessageLabs, que trabalha com sistemas de segurança online, as botnets são responsáveis por mais de 90% dos spams enviados no mundo. 

 

Temporário

Mas, de acordo com a Ironport, a queda no nível de envio de spam deve ser temporária.

“É uma queda sem precedentes, mas será um período de inatividade temporário, já que as redes se movem da América do Norte para locais onde existe menos vigilância”, disse Jason Steer, porta-voz da Ironport.

Steer afirma que as companhias de tecnologia estão lutando contra o problema do alto número de spam.

“As companhias de internet americanas estão sendo muito mais vigiadas. As autoridades e a comunidade da internet acordaram para o problema”, afirmou.

Mas, para Steer, os criminosos poderão passar a tomar mais cuidado com o que fazem, mas não irão parar.

“Os níveis de spam voltarão ao normal com a aproximação do feriado de Ação de Graças e do Natal”, disse.

Um estudo recente de cientistas do setor de informática das Universidades de Berkeley e San Diego, ambas no Estado americano da Califórnia, descobriu que as pessoas que mandam spams conseguem obter lucros, mesmo com um índice de resposta de um para cada 12,5 milhões de e-mails enviados.

nov 5

A eleição nos Estados Unidos ainda não tinha acabado, mas já era possível apontar um vencedor – pelo menos no que se refere ao envio de spams. Nesse quesito, Barack Obama levou a melhor sobre John McCain. O nome do candidato apareceu em mais de 80% das mensagens em massa relacionados à eleição, segundo relatório divulgado na terça-feira (04/11), dia da votação.

No terceiro trimestre de 2008, os hackers se aproveitaram da corrida presidencial americana para personalizar e-mails com códigos maliciosos. De acordo com o Relatório de Ameaças da Internet, encomendado pela provedora de segurança Secure Computing, o número de spams relacionados à disputa pela Casa Branca atingiu aproximadamente 100 milhões de mensagens por dia.

O estudo aponta que os norte-americanos responderam por 32.1% da autoria de mensagens de spam. Estados Unidos e China hospedam aproximadamente 60% dos sites que distribuem códigos maliciosos.

Segundo o relatório, o volume de malwares que visam usuários de sites de relacionamento e spams aproveitando a crise financeira para fisgar internautas também cresceu no período. Além disso, a Secure Computing identificou que mais de 5 mil novos computadores zumbis foram criados por hora no trimestre.
Para o próximo ano, o relatório prevê que os criminosos virtuais continuem explorando temas da atualidade. A projeção é que novas plataformas tecnológicas entrem na mira de ataques.