set 9

A Vivendi, empresa francesa de telecomunicações e conteúdo, pretende comprar a operadora de telefonia brasileira GVT por quase 3 bilhões de dólares. Para comprar 100% da GVT, a Vivendi vai desembolsar 5,4 bilhões de reais – ou 2,95 bilhões de dólares. As empresas anunciaram o acordo na terça-feira (8/9) à noite e a companhia francesa condicionou a concretização do acordo com a venda de, no mínimo, 51% das ações da GVT.

Atualmente, a GVT tem 2,3 milhões de assinantes e oferece serviços de telefonia, banda larga e voz sobre IP. No ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2009, a empresa registrou faturamento de cerca de 800 milhões de dólares e cresceu mais de 30% entre 2006 e 2008.

Com a aquisição, a Vivendi pretende expandir os serviços oferecidos pela GVT, como IPTV (televisão via protocolo de internet). Outro ponto importante é que a empresa francesa amplia sua atuação no Brasil.

Por meio de comunicado, a GVT informou que o lançamento da oferta pública está condicionada às seguintes condições, entre outras, a serem completadas até 16 de outubro de 2009: diligência legal confirmatória e aprovação da oferta pelos conselhos da Vivendi.

O acordo ainda depende de aprovação da diretoria e dos acionistas da GVT, além dos órgãos responsáveis por regulamentar a competição no Brasil, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Essas aprovações devem ser feitas antes do fim de 2009.

Como consequência do acordo preliminar, a oferta pública de ações da GVT, anunciada no dia 19 de agosto de 2009 está cancelada.

Com o anúncio da negociação, as ações da GVT na Bovespa (GVTT3) apresentaram uma valorização de 16,11% até as 11h47 desta quarta-feira. A ação da operadora está cotada a 42,10 reais.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/mercado/2009/09/09/vivendi-pode-comprar-a-gvt-por-quase-us-3-bilhoes/

nov 27

A GVT, única operadora de telefonia listada no Novo Mercado, informou nesta quarta-feira que começará a atuar em Betim, terceira cidade de Minas Gerais em que a companhia estréia seus serviços de telefonia e banda larga desde o ano passado.

Segundo a empresa, o investimento no município foi de 5,5 milhões de reais para a implementação da rede e o lançamento comercial.

Sete anos depois de se estabelecer na região da Brasil Telecom, de quem é “espelho” –operadora que não tem concessão pública, mas atua na mesma região de uma outra–, a GVT começou a estender sua presença para outras regiões.

A primeira delas foi Belo Horizonte, em setembro de 2007. Hoje, também está em Salvador (BA) e Contagem (MG).

De acordo com comunicado da GVT à imprensa, a cidade de Betim, com 420 mil habitantes, “foi selecionada para receber os serviços depois de pesquisas e análises mercadológicas que revelaram o alto potencial da cidade”.

Segundo a operadora, dados da prefeitura local mostram que a cidade irá registrar “o maior crescimento de sua história nos próximos cinco anos”.

No terceiro trimestre, segundo balanço, a GVT tinha 1,74 milhão de linhas em serviço, algo como 5 por cento do total de linhas fixas do país. Considerando somente as cidades em que atua, a participação sobe para 15 por cento.

A empresa tem licença para atuar em todo o Brasil, mas a estratégia é selecionar as cidades com maior potencial de mercado.

out 15

Em virtude da variação cambial negativa e em função de dívidas em moeda estrangeira, com vencimento em 2011, a operadora de telecomunicações GVT amargou prejuízo líquido de R$ 9,6 milhões no 3º trimestre, comparado a lucro líquido de R$ 41,2 milhões no mesmo período do ano passado.

No acumulado de nove meses, o lucro líquido atingiu R$ 79,7 milhões. A receita líquida da operadora cresceu 34,1%, para R$ 347,4 milhões. Receitas dos serviços de banda larga cresceram 63,1%, o que representa 16,5% do total da receita líquida do 3º trimestre deste ano.

O resultado antes dos juros, amortizações e despesas financeiras (EBITDA) cresceu 42,1%, totalizando R$ 132 milhões, com margem EBITDA de 38%.