nov 30

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) está instalando equipamentos em casas de voluntários que irão monitorar a qualidade do serviço de banda larga prestada pelas operadoras de telecomunicações.
O trabalho será realizado a partir de convênio firmado este ano com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), braço técnico do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Os equipamentos irão monitorar a qualidade da rede por três meses, verificando também o atendimento aos usuários. Durante esse período, os voluntários não poderão usar o serviço de banda larga para fins pessoais.

Rodolfo Souza, chefe da divisão de metrologia em telecomunicações do Inmetro, disse que até o final do ano os cem equipamentos programados já estarão instalados em sete das principais capitais do país.

- A gente quer verificar como está o serviço real da operadora. Nós temos condições de medir com bastante precisão isso. [O objetivo do projeto] é fazer a avaliação da banda larga fixa dos principais provedores que existem no mercado, tanto por cabo, como por modem, abrangendo as diversas tecnologias que existem.

A metodologia foi apresentada previamente às operadoras que, entretanto, desconhecem quais os serviços contratados que estarão sendo analisados. O Inmetro está coletando os comentários das empresas sobre o estudo.

As cidades onde estão sendo efetuados os testes foram escolhidas pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. Nessas capitais há pontos de troca de tráfego de todas as operadoras. Souza contou que isso permitirá ao Inmetro avaliar o comportamento de cada operadora.
A expectativa é divulgar os resultados no início de 2010, mas ele explicou que o trabalho não tem característica de fiscalizção, “ou seja, não vai aplicar uma multa”. A finalidade é mostrar a qualidade do serviço que está sendo prestado.

Até a primeira metade do ano que vem, Souza contou esperar que seja iniciada a segunda fase do estudo, abrangendo a banda larga móvel.

A metodologia de testes será, entretanto, diferente da pesquisa para banda larga fixa. A ideia é o Inmetro contratar cinco ou seis serviços de banda larga móveis, sem que a operadora saiba qual é a finalidade proposta, para poder analisar a mobilidade e área de cobertura, entre outros fatores.

Serão feitas divulgações parciais dos resultados, à medida em que eles sejam alcançados. O estudo deverá ocorrer em sete ou oito capitais brasileiras. A metodologia será apresentada em breve às operadoras. Souza disse que garante a qualidade do teste.

- Todo esse processo é muito transparente, muito claro e formal.

Fonte: http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/inmetro-comeca-a-medir-a-qualidade-do-servico-de-banda-larga-20091130.html

nov 27

A liberação de domínios que abandonam os tradicionais “.com”, “.net” e “.org”, conhecidos como Generic Top Level Domains (gTLD), terão sucesso limitado no mercado quando a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) abrir inscrições, segundo o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (NIC.br), Demi Getschko.

Um dos pais da internet comercial no Brasil, Getschko usa como parâmetro para sua opinião o relativo insucesso que outros gTLDs experimentaram quando foram oficializados pela ICANN, como é o caso de “.asia”, “.biz” ou “.travel”.

Se um domínio teoricamente bom, como “.travel”, não se popularizou tanto frente ao “.com”, Demi questiona, por que os novos experimentariam caminhos diferentes?

O engenheiro cita como exemplo incomum de gTLD de sucesso o “.cat”, destinado especificamente para sites voltados à comunidade catalã na Espanha.

Os novos gTLDs permitirão que empresas criem e gerenciem domínios que usem termos genéricos como sufixos, como “.nomedaempresa”.

Programado para começar a ser negociado em março de 2010, o novo domínio foi prorrogado para que a ICANN discutisse questões relativas ao registro de marcas.

“Não vejo porque (o novo gTLD) daria mais certo do que deu os que temos em mão hoje. A não ser que haja uma grande divulgação e campanha de marketing por trás”, afirma Demi.

Segundo ele, o novo tipo de domínio “está sendo pintado como algo que é novo, mas não é”.

“É a continuação do processo. Quanto mais (domínios diferentes) você cria, mais gera confusão para o público. O pessoal já está bem acostumado com o que tem atualmente. A chance de se mudar para outras coisas é menor”, analisa.

Além de exemplos anteriores, Demi explica seu ceticismo quanto ao sucesso dos novos gTLDs pela falta de um modelo de negócio claro.

“Não acho que (este modelo) vai conseguir se sustentar. Se não houver 10 mil registrantes, nem viável economicamente é”, afirma, se referindo à necessidade dos interessados pagarem 185 mil dólares para registrar termos, além de taxa anual de 25 mil dólares.

O preço exigiria que empresas que contrataram novos gTLDs vendessem um número alto de novos registros para ter o mínimo de lucratividade frente ao investimento.

Além das taxas à ICANN, empresas ainda teriam que desembolsar dinheiro com infraestrutura para que pudessem gerenciar os domínios. “Não é um negócio gigantesco”.

A questão ainda pode se agravar caso a ICANN tome decisões quanto ao processo de disputa por um termo específico.

“Como vai decidir quem vai registrar o ‘.news’, por exemplo? Vão se descobrir que 89 querem e a ICANN pode fazer um leilão. Provavelmente, não vai adiantar ter 185 mil dólares, vai ter que ter um milhão e meio de dólares”, afirma, em exemplo

O adiamento para discussão sobre problemas envolvendo registro de marca significa, nos cálculos de Demi, que os novos gTLDs não deverão estar funcionando, pelo menos, até o começo de 2011.

Antes do seu lançamento, a ICANN ainda colocará no ar durante o primeiro semestre de 2010 os domínios que usam caracteres não latinos e implementará o DNS SEC, novo protocolo que transforma URLs em IPs mais seguros que a atual versão.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/11/27/demi-getschko-ve-sucesso-limitado-de-dominio-sem-tradicional-com/

nov 26

Plataforma permite transações bancárias e comerciais por meio de telefonia móvel; Brasil foi escolhido como base para lançamento.

O Itaú Unibanco, a Vivo e a Redecard serão as primeiras empresas a adotar uma plataforma móvel de meios de pagamento desenvolvida pela MasterCard.

O projeto permitirá que os usuários realizem transações pelo celular, como transferências, pagamento de contas, compras e recarga de telefone pré-pago.

A plataforma foi criada com o objetivo de permitir que pessoas que não possuem conta corrente também possam utilizar o serviço. Mas no Brasil, pelo menos numa primeira etapa, será necessário que o usuário seja cliente das companhias conveniadas ao projeto.

Segundo a MasterCard, o País foi escolhido para o lançamento do programa por ter uma alta base de utilização de celulares.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/telecom/2009/11/26/projeto-da-mastercard-transforma-celular-em-banco/

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