fev 25

O suporte a cloud computing será uma das principais características do novo sistema operacional de código aberto Ubuntu, que será lançado em outubro. O anúncio foi feito por Mark Shuttleworth, Chief Executive Officer (CEO) da Canonical, responsável pela distribuição Linux, em um e-mail aos desenvolvedores, na sexta-feira (20/02).

A versão para servidor Ubuntu 9.10, apelidada de “Karmic Koala” vai incluir suporte ao EC2, serviço de cloud computing da Amazon Web Services, bem como um portfólio de Amazon Machine Images (AMIs) padrão para fazer com que as aplicações rodem facilmente no ambiente de nuvem, explicou Shuttleworth.

O EC2 também suporta os sistemas Windows Server 2003, OpenSolaris e uma série de distribuições Linux, incluindo Red Hat Enterprise Linux e Oracle Enterprise Linux.

A novidade do Ubuntu deve dificultar a chegada da Microsoft ao ambiente de cloud computing, com o Windows Azure, que será lançado no final do ano. O Ubuntu pode ajudar outros rivais da Microsoft a se lançarem no segmento, ou permitir que empresas façam isso por si mesmas.

Além do suporte ao EC2, o Kosmic Koala vai incorporar o Eucalyptus, uma ferramenta de código aberto que permite que as empresas criem seus ambientes de cloud computing, no estilo EC2, em seus próprios data centers. O recurso também promete melhorar a gestão do consumo de energia permitindo que determinados servidores fiquem no modo de descanso quando não há trabalho a ser feito, bem como acelerar a atividade quando o fluxo de trabalho aumentar modificando de forma dinâmica os recursos instalados, destacou o CEO da Canonical.

A Canonical lança duas atualizações do Ubuntu por ano – em abril e em outubro – que geralmente são apelidadas com nomes aliterativos de animais, seguindo uma ordem alfabética. A versão 8.10, batizada de “Intrepid Ibex,” foi lançada em outubro de 2008 buscando simplificar a configurações de conexões à internet e melhorar a interface para o usuário, especificamente em netbooks. A missão do novo Ubuntu 9.04, chamado “Jaunty Jackalope” e programado para abril deste ano, é encurtar o tempo de duração dos boots – 25 segundos em um netbook – e diminuir a divisão entre aplicações para desktop e web.

O ‘Koala’ também trará inovações para o desktop: Shuttleworth disse que o tempo de boot pode ser ainda mais rápido em relação ao Jaunty em um netbook, além de tornar mais atrativas as telas de boot e login. Segundo ele, o Ubuntu também contará com uma Netbook Edition, que será compatível com uma variedade maior de máquinas, tendo uma interface gráfica em telas menores.

Desenvolvedores poderão contribuir com o design do software no próximo evento Ubuntu Developer Summit, que será realizado em Barcelona, na Espanha, de 25 a 29 de maio.

fev 25

O Google está investigando as causas do bloqueio do serviço de e-mail Gmail, que hoje deixou milhões de pessoas sem ter acesso à sua caixa de entrada durante mais de três horas.

Um porta-voz do Google procurado pela Agência Efe disse que a empresa ainda busca as causas do problema, e que, quando estes erros ocorrem, costuma demorar 24 horas para saber o que aconteceu.

No blog corporativo do Google, Acacio Cruz, responsável de estabilidade do Gmail, escreveu que os engenheiros da companhia ‘ainda estão investigando’ as causas do bloqueio.

“Sentimos realmente o ocorrido, e fizemos todo o possível para restabelecer o acesso”, acrescentou.

Embora o Google “não esteja feliz com o que aconteceu”, Cruz lembrou que estes bloqueios são ‘incomuns’, e insistiu em que a prioridade do site foi voltar a oferecer seu serviço de e-mail o mais rápido possível.

Quem entrava nas contas do Gmail hoje após o acesso ter sido normalizado descobria que o sistema tinha um sistema que exigia que se introduzissem caracteres em um espaço para seguir a outra página, um teste conhecido como Captcha, usado para determinar se o usuário é humano.

“Por favor, complete este passo extra, só se trata de verificar se você é quem você diz ser”, explicou Cruz.

O Gmail, um dos serviços de e-mail gratuito mais populares do mundo, ficou bloqueado por mais de três horas a partir de 6h30 (de Brasília).

A interrupção do serviço teve um efeito colateral inusitado. Muitos usuários do Gmail sem outras contas de e-mail optaram por se comunicar via redes de relacionamentos sociais na internet como o Facebook ou o microblogging Twitter, que registraram um aumento na atividade.

fev 19

Emília Ribeiro, conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), afirmou que os brasileiros poderão acessar internet por meio da rede de energia elétrica ainda em 2009 e garantiu que seu relatório sobre a regulamentação da oferta estará pronto ainda no fim de março.

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Emília afirmou, à Agência Brasil, que é muito importante decidir a questão, porque é uma forma barata de expandir a banda larga para todo o país e aumentar a competição no setor.

Com a transmissão de dados em alta velocidade pela rede elétrica, sistema também conhecido como BPL ou PLC, as tomadas residenciais passam a ser pontos de rede. A conselheira explica que os dados são transmitidos por meio de fio elétrico ou por outro cabeamento no poste de energia e levado para dentro da residência por meio da caixa de energia elétrica.

Emília aproveitou para defender a disseminação da banda larga no serviço público e nas escolas. Segundo a conselheira, não custaria muito para o governo um estudo que faça o serviço chegar à segurança, à saúde, à cultura, entre outros.

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