Especialistas em criptografia reunidos em Berlim, na Alemanha, mandaram um recado aos desenvolvedores de navegadores web e de certificações de arquivos e sites: a tecnologia MD5, muito usada em certificados digitais, está mais vulnerável do que se pensa. Ela já não era 100% segura, mas na conferência berlinense os experts mostraram como criaram um certificado falso baseado nas próprias falhas da tecnologia. Se usado pela turma do mal, esse falso certificado daria a um site aparência legítima, e o browser não notaria, permitindo assim que informações pessoais do usuário fossem coletadas com facilidade.
Os esforços para restabelecer os cabos submarinos que afetaram as comunicações entre a Europa, a Ásia e o Oriente Médio, na última semana, sofreram um revés após um dos cabos danificados ter se rompido pela segunda vez e, agora, em maior profundidade.
Engenheiros da France Telecom havia finalizado os reparos no cabo Sea Me We 4 em 25 de dezembro, mas o cabo se rompeu novamente em um local diferente, desta vez a 388 quilômetros da costa da Alexandria, no Egito, informou um porta-voz da France Telecom nesta segunda-feira (29/12).
O navio “Raymond Croz”, que fez o primeiro reparo, estava a caminho da Sicília para conseguir mais cabos e reparar o segundo rompimento, que ocorreu a mais de 3 mil metros de profundidade, detalhou o porta-voz.
As operadoras supõem que os primeiros rompimentos tenham sido causados por redes de pescadores, por uma âncora de navio ou mesmo um terremoto submarino. Eles ocorreram em uma parte rasa do Mar Mediterrâneo entre a Sicília e a Tunísia, em uma profundidade de poucas centenas de metros.
O “Raymond Croz” deve chegar ao local do rompimento do cabo em 31 de dezembro e os reparos não devem ser finalizados antes do dia 5 de janeiro, atrasando em 10 dias o prazo inicial previsto para o restabelecimento da estrutura.
O Sea Me We 4 é um dos quatro cabos submarinos rompidos no dia 19 de dezembro, prejudicando o tráfego de voz e internet entre a Europa e diversos países na África, na Ásia e no Oriente Médio, incluindo Egito, Índia e Cingapura.
Grande parte do tráfego foi desviada pelo Pacífico e pela América do Norte, provocando lentidão nas velocidades de conexão entre a Europa e a Ásia.
A France Télécom, que faz parte de um consórcio que opera os cabos submarinos, deu prioridade ao conserto do cabo Sea Me We 4 e não informou prazos pra que o cabo Sea Me We 3 seja reparado.
A Reliance Globalcom, que opera os cabos Flag Telecom Europe-Asia e Go-1, também rompidos em 19 de dezembro, disse que espera reparar ambos nesta segunda-feira.
Uma empresa de Michigan, nos EUA, apresentou na quarta-feira (24) uma ação judicial contra o Google, a Microsoft e a Apple, alegando que os três gigantes da tecnologia violaram a propriedade intelectual com a utilização de ícones nos sistemas operacionais.
No processo, a empresa Cygnus Systems aponta os softwares Google Chrome, Windows Vista, Internet Explorer 8, Safari para iPhone e Mac OS como infratores de patentes.
O caso foi apresentado no Arizona. As companhias não se posicionaram sobre a acusação até agora. A patente da Cygnus foi apresentada em 8 de junho de 2001 –como prosseguimento de um pedido iniciado em 1998, mas só foi concedida à companhia efetivamente em 18 de março de 2008, de acordo com o site especializado em tecnologia PC World.
O advogado do proprietário da Cygnus, Matt McAndrews, disse o proprietário da empresa, Gregory Swartz, desenvolveu a tecnologia de ícones durante um trabalho de consultoria em projetos. Ainda segundo ele, a empresa está em busca de “um valor razoável em royalties”, assim como uma liminar cautelar impedindo novas violações.
A empresa diz que deseja “uma indenização adequada para compensar os danos que a violação tenha causado”. No processo, a Cygnus está pedindo valores retroativos, ou seja, desde quando os ícones começaram a ser utilizados.


















