A empresa norte-americana de informática Sun Microsystems anunciou nesta sexta-feira que irá cortar até 18% de seu quadro de funcionários –cerca de 6.000 pessoas–, como parte de uma medida para reduzir custos.
A empresa informou em um comunicado que pretende com esse movimento “alinhar seu modelo de custos ao clima econômico global”. Além disso, a Sun deve reestruturar suas operações no segmento de softwares, organizando três divisões: desenvolvimento de aplicações, plataformas de sistemas e desenvolvimento de infra-estrutura.
“Tomamos hoje ações decisivas para alinha os negócios da Sun às realidades econômicas globais e acelerar nosso desenvolvimento de inovações”, disse o executivo-chefe da empresa Jonathan Schwartz, em um comunicado.
No início deste mês, a fabricante de computadores Dell pediu que seus funcionários considerem tirar cinco dias de licença não remunerada, na tentativa de reduzir custos. A empresa está conduzindo um programa para demissão de 8.900 funcionários. A empresa anunciou que em agosto já havia realizado 8.500 das 8.900 demissões planejadas.
A crise financeira abalou o mercado de trabalho dos EUA desde agosto do ano passado, mas neste ano os efeitos são acentuados. A economia dos EUA fechou postos de trabalho em todos os meses de janeiro a outubro deste ano; só no mês passado, foram 240 mil vagas que sumiram. A taxa de desemprego, por sua vez, atingiu 6,5%, pior desde fevereiro de 1994.
No setor de tecnologia, outras empresas fora dos EUA também já anunciaram cortes de pessoal: nesta semana, a Nokia Siemens Networks –”joint venture” entre a fabricante finlandesa de celulares Nokia e o conglomerado alemão Siemens– informou que deve cortar 1.820, principalmente na Finlândia e na Alemanha (nos EUA, o efeito deve ser mínimo, com um corte de 20 empregos).
A canadense Nortel já anunciou que eliminará 1.300 postos de trabalho em vários países, depois de ter perdido US$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre.