A eleição nos Estados Unidos ainda não tinha acabado, mas já era possível apontar um vencedor - pelo menos no que se refere ao envio de spams. Nesse quesito, Barack Obama levou a melhor sobre John McCain. O nome do candidato apareceu em mais de 80% das mensagens em massa relacionados à eleição, segundo relatório divulgado na terça-feira (04/11), dia da votação.
No terceiro trimestre de 2008, os hackers se aproveitaram da corrida presidencial americana para personalizar e-mails com códigos maliciosos. De acordo com o Relatório de Ameaças da Internet, encomendado pela provedora de segurança Secure Computing, o número de spams relacionados à disputa pela Casa Branca atingiu aproximadamente 100 milhões de mensagens por dia.
O estudo aponta que os norte-americanos responderam por 32.1% da autoria de mensagens de spam. Estados Unidos e China hospedam aproximadamente 60% dos sites que distribuem códigos maliciosos.
Segundo o relatório, o volume de malwares que visam usuários de sites de relacionamento e spams aproveitando a crise financeira para fisgar internautas também cresceu no período. Além disso, a Secure Computing identificou que mais de 5 mil novos computadores zumbis foram criados por hora no trimestre.
Para o próximo ano, o relatório prevê que os criminosos virtuais continuem explorando temas da atualidade. A projeção é que novas plataformas tecnológicas entrem na mira de ataques.