ago 29

A japonesa Panasonic está de olho na regulamentação do serviço de banda larga pela rede elétrica no mercado brasileiro.

A companhia trouxe seus modems para conexão pela tecnologia PLC (da sigla power line communication) e está testando o serviço em Barreirinhas (MA), em parceria com a Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel).

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) colocou em consulta pública nesta semana uma proposta para regulamentar o serviço de Internet pela rede elétrica no país.

Como explicou Eduardo Kitayama, consultor técnico de vendas da Panasonic Brasil, a empresa colocou três equipamentos em Barreirinhas, em uma biblioteca pública, em um restaurante e em uma loja, onde as conexões estão sendo feitas a uma velocidade de 200 Mbps — hoje as velocidades mais altas no país são a 30 Mbps.

Outros testes devem ser iniciados em 2009, segundo ele, também em parceria com a Aptel. Em Recife (PE), por exemplo, elas deverão testar o PLC em um novo empreendimento imobiliário que está em fase de construção.

Antes mesmo da regulamentação, algumas concessionárias de energia já realizaram testes da tecnologia em suas regiões. Esse é o caso, por exemplo, de estados como Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

De acordo com Kitayama, o PLC poderá ser um complemento a outras tecnologias de conexão, como o WiFi, especialmente em regiões onde a rede fixa de telefonia não esteja presente.

“Dos 58 milhões de domicílios existentes no Brasil, 20 milhões não têm rede de telefonia fixa. Já a energia elétrica está em 99 por cento das casas”, comparou.

Nas grandes metrópoles, especialmente em prédios antigos, o PLC também pode ser uma alternativa à uma infra-estrutura já obsoleta e congestionada, por exemplo.

Ele explicou que hoje os modems da Panasonic são fabricados na Malásia e no Japão. No Brasil, entretanto, “a tecnologia é nova e ainda desconhecida do conumidor final”.

Ele espera, no entanto, que “a partir de 2009 comece a existir uma certa demanda” e, quando ela o justificar, a empresa poderá nacionalizar a sua produção. “É preciso ter volume para justificar a fabricação”.

A companhia já vende modems para conexões pela rede elétrica em seu próprio país de origem, além de nos Estados Unidos, México e algumas nações da Europa.

No Japão, explicou ele, “o modem PLC já é vendido nas prateleiras das lojas”.

A empresa também planeja a conexão de equipamentos através desta tecnologia. No Japão, por exemplo, um interfone é conectado a uma TV de plasma e, com a conexão via PLC, permite ao morador ver a imagem da pessoa que está batendo em sua porta.

Como admite que “a escassez de energia é uma preocupação”, Kitayama afirma que o PLC poderá, inclusive, ajudar no controle de gastos de cada eletrodoméstico se estiverem conectados aos medidores de consumo da concessionária de energia.

ago 29
Microsoft compra Ciao.com
icon1 Revenda de Hospedagem | icon2 Mercado | icon4 08 29th, 2008| icon3Sem comentarios »

A Microsoft anunciou nesta sexta-feira, 29, a compra da Greenfield Online, dona do site europeu de comparação de preços Ciao.com. A negociação deve impulsionar a unidade da MS de busca na Internet, o Live Search, além de alavancar o comércio eletrônico na Europa. Segundo divulgado pela Reuters, a compra foi realizada por cerca de US$ 486 milhões.

O Ciao.com oferece conselho em compras, principalmente para eletrônicos de consumo e encoraja os usuários a se juntarem a redes de compras especializadas para compartilharem opiniões. Ele obtém sua receita de comércio eletrônico, mercado de orientações e vendas de anúncios. As empresas esperam que o acordo seja fechado durante o quarto trimestre.

Buscas na Web

O segmento de pesquisa na Internet é dominado pelo Google, que possui 62% do mercado global e 79% do mercado europeu, segundo os números mais recentes publicados pela ComScore. A Microsoft possui 2% do mercado na Europa e 9% no mundo, atrás tanto do Yahoo quanto do Google. Na Europa, a Microsoft fica atrás ainda do site eBay e do russo Yandex.

ago 27

No início de 2002, uma falha no servidor de banco de dados tirou do ar o fórum da cidade de Taguatinga, no Distrito Federal, deixando os usuários sem acesso às informações administrativas e jurídicas, como realizações de audiência e andamento de processos. Sem contrato de suporte, a área de TI do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), responsável por este e outros 13 fóruns no Estado, resolveu fazer uma experiência: pegou um dos micros comuns que estavam no local para instalar neles um HD SCSI, um pouco mais de memória e baixar o software open source Red Hat versão 6.0.

Dentro dessa arquitetura, que também contava com o servidor de banco de dados Caché Intersystems, as informações passaram a ser processadas com 90% de disponibilidade, desempenho muito melhor que o sistema anterior, descentralizado e muito sobrecarregado com o tráfego de dados. Aliado ao bom resultado, a solução sem custo foi o ponta pé inicial para a melhoria da administração tecnológica dos fóruns e, em dois anos, estava totalmente instalada em todos os pontos.

Até então, as bases de dados eram aplicadas em ambientes descentralizados que formavam uma plataforma bem heterogênea, com cerca de nove tipos de sistemas operacionais diferentes, entre eles Solaris e Windows. A falta de um padrão rendia custos altos com manutenção e licenças, além de treinamento dos técnicos que tinham de saber um pouco de cada um dos sistemas adotados e, ao mesmo tempo, não conseguiam se especializar em nenhuma. “Nosso intuito era unificar a plataforma com dois sistemas diferentes, sendo que um deles passou a ser o da Red Hat”, conta Bernardo Araújo, subsecretário de tecnologia do TJDFT.

O sinal verde da administração do Tribunal foi dado logo depois que a equipe de TI apresentou a solução de melhoria da infra-estrutura sem a necessidade de compra de licenças ou de licitação, além da economia com renovação de contratos com suporte. “Economizamos 20% do orçamento que era destinado na época para manutenção. Precisamos apenas investir no treinamento da equipe para seguir com a migração”, comenta o subsecretário. Entre as vantagens também está a de deixar de adquirir máquinas mais pesadas para adotar uma plataforma aberta, que tem menos requisitos de processamento. E o os equipamentos antigos ganharam mais velocidade no processamento de dados e memória.

Desafio final
A ação de unificar a plataforma começou aos poucos nas cidades satélites, a maioria delas concluída em 2002, até chegar ao fórum principal, localizado em Brasília, no qual a carga de informações e necessidade de contingência era bem maior, com duas mil conexões simultâneas. Por isso, a migração começou a ser feita em 2004 com a montagem de um cluster, formado pela Red Hat Cluster Suíte com três máquinas arquitetura CISC e processador HP 64 bit. “As máquinas fazem o balanceamento de carga de informações, quando necessário, para que o sistema nunca fique inoperante por falha ou falta de contingência. Deu certo”, explica Araújo.

Paralelo ao plano de melhoria do ambiente de TI foi aberto um processo de licitação para treinamento dos técnicos de informática do TJDFT, já que eles seriam especializados nos dois sistemas escolhidos para uso nos fóruns – Microsoft e Red Hat. A maior competência de gestão do software por parte da equipe também gerou melhor uso das soluções, o que antes não acontecia pela diversidade de softwares operando na mesma plataforma.

Depois de conseguir unificar toda a estrutura de rede e tornar o ambiente totalmente homogêneo e mais seguro, a base de dados do Tribunal pôde ser centralizada em Brasília. Isto ocorreu em 2006 e facilitou muito a vida dos técnicos de TI que não precisariam mais se locomover até os fóruns das cidades satélites em casos de falhas, como era feito antes. Além  disto, o site unificado é hoje mais consistente e, ao mesmo tempo, oferece mais disponibilidade.

Para se ter idéia do volume de informações que trafegam pela rede, três mil conexões rodam simultaneamente no banco de dados e o acesso ao site de consulta pelos advogados suporta 300 hits por segundo. O Tribunal ainda tem subscrição da Red Hat para atualização de versões do sistema operacional e de suporte para o parque de 40 servidores. “Conseguimos fazer com que nosso sistema se tornasse melhor mesmo tendo poucos recursos de investimentos”, conclui Araújo.

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